Mostrar mensagens com a etiqueta Leitores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Leitores. Mostrar todas as mensagens

sábado, janeiro 23, 2010

O que ela anda a ler


Respeitámos a privacidade de Keti Angelova

A Paixão de Descartes, Teresa Moure

A compra deste livro foi totalmente inesperada. Encontrei-o, um dia por acaso, enquanto procurava comprar um outro. Reparei no título, folheie-o e não resisti levar! Posteriormente, vim a saber que tenho nas mãos uma obra notável que ganhou vários prémios, entre os quais: o Prémio da Crítica Espanhola 2006, o Prémio Xerais de Romance 2005, o Prémio da Associação de Escritores em Língua Galega 2005, o Prémio Benito Soto 2005 e o Prémio Irmandade do Livro 2005.
Apesar de ainda não ter concluído a sua leitura, acho-o interessantíssimo, tanto pela maneira como a acção se desenrola como pela maneira como a autora decidiu contar-nos a história. Os capítulos dividem-se entre a história principal e excertos do Livro de Mulheres de Hélène Jans (a amante da rainha Cristina da Suécia), que aparecem alternadamente.
Pelo título percebemos que se trata da vida íntima de Descartes (filósofo notável durante o século das luzes, que foi considerado “o pai da filosofia moderna”), algo impossível de passar despercebido. E isto porque, este filósofo ficou conhecido na história pelo uso do racionalismo e pela criação da dúvida metódica. Ele definia o raciocínio como operação mental, discursiva e lógica. Duvidava de tudo até ao fim, de maneira a obter a verdade (só a verdade pura é que resistia a todas as interrogações e dúvidas).
Neste livro, pelo contrário são retratados episódios da sua vida que não constam nas biografias tradicionais. Três mulheres (a rainha Cristina da Suécia que era sua amiga íntima e presenciou os últimos meses da vida de Descartes, a amante da rainha, Hélène Jans e Inés Andrade uma estudante que vive nos dias de hoje, através da qual a autora do livro procurou mostrar-nos o lado desconhecido deste homem) são protagonistas e testemunhas privilegiadas da vida e das emoções do grande filósofo que não soube amar e que viveu nesse triste vazio cavado pela paixão mal vivida.

«Um notável romance que mistura a contemporaneidade – uma estudante de Descartes – com o tempo em que se insere a acção da pesquisa. Através do filósofo francês, a autora fala-nos do Século das Luzes e de mulheres brilhantes.»
Elle

«Uma obra intensa e memorável que dá voz ao espírito rebelde e ao desejo de liberdade das mulheres.»
El País



No teu Deserto, Miguel Sousa Tavares
Apesar de o tema destas publicações ser “O Que Eles Andam a Ler”, atrevo-me a partilhar com vocês um livro que já li no fim deste Verão. Trata-se do último romance de M. S. Tavares e da sua história invulgar que marcou todos os que a leram.
O romance é dedicado, como percebemos no início do livro, à Cláudia – que é protagonista da história e que já faleceu. É assim que tudo começa a ser contado, uma história que se passou há vinte anos, que desperta o nosso interesse desde a primeira página, não permitindo que descansemos, sem saber o que realmente aconteceu. O autor é, igualmente, protagonista da narração, mas ao longo da leitura deparamo-nos com a inversão de papéis, em que ele deixa de ser narrador e passa a “ouvir”as confissões de Cláudia, nunca reveladas até então.
Os protagonistas conhecem-se momentos antes de abalarem juntos para a travessia do deserto de Sahara. A sua história de amor é breve, intensa e verdadeira. À medida que vamos lendo, cada capítulo relata-nos episódios da viagem em que os dois, inconscientemente e irremediavelmente se vão apaixonando.
O que distingue esta, das outras histórias de amor é que os dois só ultrapassam os preconceitos e descobrem o seu amor quando já é tarde. Cláudia partiu deste mundo sem poder revelar os seus sentimentos ou ficar a saber que estes eram correspondidos.
Este “quase romance”, assim designado pelo próprio autor, é muito mais do que isso. É romance, é palco de confissões, episódios de alta tensão, comédia, amor e ternura.
Não deixemos nunca de acreditar que o amor é possível.

Passagens do livro:
«Dizem que as fotografias não mentem, mas essa é a maior mentira que já ouvi.(…)
Fiquei a olhar-te longamente, longa, longa, longamente. E longamente me fui dando conta de que tudo aquilo acontecera mesmo: eu não o sonhara, durante vinte anos. Nisso tecera mesmo: eu não o sonhara, durante vinte anos. Nisso quando guardam para sempre um instante que nunca se repetirá. As fotografias não mentem – esse instante existiu mesmo. Porém, a mentira consiste em pensar que esse instante é eterno, que dois amantes felizes e abraçados numa fotografia ficaram para sempre felizes e abraçados.»

«Ali estavas tu, então, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi, ficaste assim para sempre, com aquela idade, com aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante em que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma.»

«Muitas vezes me tenho lembrado da Cláudia. Talvez menos do que seria normal, certamente menos do que ela merece. Mas, quando me lembro, vem-me a imagem desse riso ou da fugaz tristeza que às vezes lhe corria nos olhos e em que só estando atento se reparava.»

«Ao fim de vinte e quatro horas, eu só queria ser boa companhia para ti, para que tu fosses também para mim. Percebi que ia precisar de ti e percebi também que tu ias precisar de mim. A partir daí, foi tudo fácil, mesmo quando tu te zangavas e desatavas a ralhar comigo, chamando-me menina mimada ou inconsciente, e eu ficava calada, a rir-me por dentro e feliz – (devo-te isso: feliz) – porque adorava ouvir-te ralhar. Ao fim de um tempo, percebias que estava a falar sozinho e começavas a perder o ímpeto:
- Então, não dizes nada?
- Vá, não te zangues…
- Pois – respondias tu, desarmado. – Se me zango contigo, vou falar com quem, aqui fechado no jipe o dia inteiro?
E eu fazia-te uma festa na mão e tu pedias:
- Acendes-me um cigarro? (…)»

«Eu sei que ela se lembra, sei que foi feliz então, como eu fui. Mas deve achar que eu me esqueci, que me fechei no meu silêncio, que me zanguei com o seu último desaparecimento, que vivo amuado com ela, desde então. Não é verdade, Cláudia. Vê como eu me lembro, vê se não foram assim, passo por passo, aqueles quatro dias que demorámos até chegar juntos ao deserto.»






Keti Angelova, 12ºE n14

terça-feira, janeiro 12, 2010

O que elas andam a ler 2



Crónicas Vampíricas – L. J. Smith

A saga crónicas vampíricas retrata a história de dois irmãos vampiros que se apaixonam pela mesma rapariga.
Stefan e Damon foram transformados há cerca de quatrocentos anos por Katherine, uma jovem que pode ser considerada egoísta e egocêntrica, uma vez que ela decide estragar a vida de dois mortais por puro capricho, isto é, quer ficar eternamente com os dois irmãos. Tudo isto faz com que Stefan e Damon comecem a odiar-se e, numa tentativa de remediar aquilo que havia feito, Katherine resolve matar-se. Quatrocentos anos depois, a rivalidade cresce ainda mais quando os dois irmãos se voltam a apaixonar, desta vez por Elena, uma rapariga que tem demasiadas semelhanças com Katherine.
Ao longo dos quatro livros ri-me muito, emocionei-me e sobretudo surpreendi-me porque em cada livro há uma ameaça nova a assombrar Fell Church, isto tudo porque, tal como Stefan afirma, a cidade foi construída por cima de um cemitério, o que faz com que funcione como um ponto de referência, atraindo assim inúmeras criaturas sobrenaturais. Considero uma saga de fácil leitura, compreensão e acima de tudo aditiva, pois o final fica sempre em aberto fazendo com que o leitor fique sempre à espera de mais.
Apesar disso, há uma mensagem que a autora pretende transmitir ao longo dos quatro livros que se resume ao facto de vivermos como um peão num grande jogo de tabuleiro.

Ana Jerónimo 12ºE Nº4

O que elas andam a ler



Caim – José Saramago
Há muitas coisas neste mundo em que eu não acredito e muitas delas estão escritas como certas na bíblia. Aqui a algum tempo um grande escritor português, José Saramago, escreveu um livro sobre os acontecimentos descritos na bíblia em que critica tudo o que a igreja afirma como verdades.
Quando o livro foi editado houve um grande alarido à volta do assunto, parecia que o escritor estava a ofender o mundo inteiro com as suas opiniões, mas ainda vivemos num país liberal portanto somos livres de nos expressarmos.
Este livro vai acompanhar Caim, o primeiro filho de Adão e Eva que foram expulsos do jardim do Éden por terem comido o tal fruto proibido, ao longo da sua jornada, esta que lhe foi imposta por Deus que lhe surgiu após Caim matar o seu irmão Abel. Caim irá andar sem destino definido e encontrará muitas coisas que o irão perturbar, o que fará com que critique Deus ironicamente.
A maneira de escrever de José Saramago costuma ser muito cansativa, mas confesso que até foi bastante fácil lê-lo, isto porque a história em si era interessante. Eu adorei ler este livro uma vez que a maneira como José Saramago retratou alguns dos acontecimentos inseridos na bíblia é bastante engraçada e irónica, que nos leva a pensar “Como é que algum dia pudemos acreditar nisto?”, esta é uma obra que é para ser lida consoante o tom irónico com que o autor escreve porque se a lermos seriamente não iremos perceber muitas das críticas presentes.
Devo desde já dizer que não tenho nenhuma parte preferida em concreto, este livro tem uma dimensão fantástica ao longo de toda a história, só fiquei mesmo perturbada quando li as partes em que Deus supostamente pedia a algumas pessoas que sacrificassem outras por si mesmo! Mas como eu já disse toda esta história é uma crítica ao que a igreja tenta propagar há séculos e a obra não foi muito bem recebida por aqueles que idolatram uma figura que nunca viram e que para mim simplesmente nunca existiu, apenas foi criada para responder a questões que simplesmente não têm resposta.
Aconselho-vos assim a ler este livro, é óptimo para nos divertirmos um pouco e percebermos o que se passa realmente nesta vida!

Ema Sofia Baptista Gonçalves 12ºE Nº10

domingo, janeiro 06, 2008

O que eles andam a ler!


O livro que acabei de ler.

Gosto de ler, sobretudo ensaios, embora leia também romances (há meses que estou a ler o Dom Quixote do Cervantes, mas avanço devagar). O último livro que acabei de ler intitula-se Os Logocratas.

Trata-se de um livro que contém diversos textos inéditos de George Steiner, ensaios, entrevistas e uma novela. Steiner é um homem do século XX - nasceu em 1929 – tendo escapado por um triz com a sua família judia ao Holocausto, ao sair de Paris para a América em 1940, ano em que os Nazis ocuparam a França onde ele residia. Actualmente Steiner é um dos mais eminentes intelectuais da Europa e da América, e ensina literatura comparada e poesia nas universidades de Oxford e de Harvard.

Nos Logocratas expõe as suas concepções acerca da linguagem (logos), da arte, dos mitos, da religião, da filosofia e da sua relação com o livro. Na verdade, é em grande parte um livro sobre livros. O que podemos procurar e encontrar nas obras de Steiner? Referências culturais, históricas, filosóficas… acima de tudo referências. Steiner é como um anfitrião que nos conduz no mundo dos livros, da cultura, da arte e da filosofia. Aponta-nos caminhos, facilita-nos a busca, desperta-nos a curiosidade, e impele-nos a prosseguir pelo nosso próprio pé, por nossa própria conta e risco.

Termino com duas citações que sublinhei (a lápis), entre muitas outras:

Precisamos mais do que nunca do livro, mas também os livros precisam de nós.

Foi por isso, meus amigos, que viemos a Medellín, a fim de partilharmos convosco a alegria e o mais potente dos narcóticos que o homem conhece: a esperança.

Saudações bibliófilas e boas leituras.

António Manuel Coelho Duarte.

domingo, dezembro 23, 2007

O que eles andam a ler!



Nem sou capaz de enunciar quantas vezes li "O Romance da Raposa", tantas foram as vezes que o li, em voz alta, a qualquer dos meus filhos!
Nem consigo exprimir o prazer que sinto sempre!
Claro que já sei de cor as aventuras da Salta-Pocinhas mas, ainda assim, não resisti! Antes de o embrulhar em papel festivo para o sapatinho da minha neta, voltei a ler! E, para partilhar esta
prenda com os filhos ou irmãos mais novos de quantos visitam o "livrosietc", deixo aqui um endereço onde podem descarregar em "podcast" os doze capítulos do romance. Vale a pena. Tenho a certeza que, em seguida, vão buscá-lo á livraria.
Boas Festas.
-
-
E.Gavinhos

terça-feira, dezembro 18, 2007

O que el@ anda a ler!















...
não sei se me apetece falar
todos os sons são mais preciosos que os da fala
por isso apenas ouço
todas essas vozes que caminham em silêncio pela
garganta do mundo …

Ana Mafalda Leite, Koln Concert no Índico

Com Poezz abrigo-me do mundo. Descubro em cada poema uma viagem musical que me acompanha. Sempre. Mesmo quando me recolho no silêncio é a memória do som que perdura, é pelo silêncio que cada nota me faz sentir a sua falta, outras vezes preenche-me de presença. Poezz mostra-nos a importância da música, jazz, na História da Vida através da poesia lusófona. Por noites intercaladas vou desfiando cada poema que me recorda uma dor sentida, um sonho eternamente sonhado, um amor feliz, outro nem tanto, uma alegria. Com Poezz permito-me ouvir o roteiro dos meus afectos.
Com Keith Jarrett e Nina Simone aprendo o absoluto de cada instante.

Teresa Coutinho

-

domingo, dezembro 16, 2007

Eça Agora


Gosto muito dos livros que me fazem rir com gosto. E gosto mais ainda daqueles que representam para mim uma vingança.
Pois é!!! Atenção alunos e ex-alunos do ensino secundário: sete escritores portugueses, alguns deles vossos conhecidos, resolveram fazer o que vocês nunca conseguiram - vingar-se de Os Maias. Exactamente, Os Maias, o tal livro que tiveram de ler página a página para os testes, a obra cujas personagens, estilo e linguagem caracterizaram (pensam que eu não sei que até compraram o resumo?)aparece-nos agora em novo formato.
Os sete autores imaginaram ser o Eça dos nossos tempos e escreveram uma «telenovela» queirosiana em que não falta o amor e o drama, a política e o sistema de saúde, os americanos e os serviços secretos e até uma ou duas sessões de espiritismo.
Se mais alguém vos perguntar o que querem receber este Natal peçam Eça Agora - Os Herdeiros dos Maias e não se hã-de arrepender. Certamente já estará lido no Ano Novo, mas vai valer a pena porque para além de ficarem bem dispostos vão ver que, neste caso, não há nada como uma bela vingança. Boas Festas!!!

sábado, dezembro 15, 2007

O que eles andam a ler!



MORRESTE-ME. O mesmo é dizer, fazes-me falta, ficaste-me na alma, no coração, nos espaços todos que o meu ser ocupa, atravessas-me no tempo que habito, partiste-me em dor, angústia e raiva, Mas a memória guarda-me o teu cheiro, as tuas mãos e o teu sorriso. Olho ao espelho e vejo o teu nariz. Olho para as mãos da mãe e vejo as tuas unhas. Estás em nós e eu estou em ti. Eu jamais seria eu sem a tua presença constante na minha vida.
O primeiro livro de José Luís Peixoto, dedicado ao seu pai que fica para sempre nestas páginas, a olhar com ternura o menino crescido, a vingar no meio literário, a orientar-se na vida. Mas fui eu, outra vez, à procura do meu pai que nunca conheci, que morreu quando eu tinha dois anos e de quem quase não se falou em casa, eu à procura dessa memória dele em mim, eu sozinha, a acender luzinhas na escuridão para afastar o medo. Mas é o fio invisível entre dois seres que se amam a tecer os laços indeléveis e misteriosos, que fazem da vida e da morte um círculo que continuamente (n)os devolve à fragilidade humana e à permanência do amor.
Podia ser a morte da mãe, ou de um irmão, de uma irmã, do(a) namorado(a), do marido ou da esposa, do nosso(a) melhor amigo(a), do avô ou da avó, de alguém da família ou não, o mesmo sentimento de impotência, a evidência da brevidade da vida, a desesperação em volta do vazio, e os que ficamos, perdidos, à procura de quem perdemos, a tentar recuperar os momentos que vivemos, a lamentar o que não fizemos ou dissemos.
Também eu queria poder dizer Parto de ti, viajo nos teus caminho, corro e perco-me e desencontro-me no enredo de ti, nasço, morro, parto de ti, viajo no escuro que deixaste e chego, chego finalmente a ti. Pai.

Maria Matos

segunda-feira, dezembro 10, 2007

O que eles andam a ler!

Estou a ler Zeca Afonso por muitas razões.

Duas especialmente importantes.

Primeira, é dizer-lhe que enquanto os meus sentidos me deixarem,
eu não vou deixá-lo morrer.

Segunda razão:

Ler Zeca Afonso
Faz bem à alma e à mente
Faz de gente como eu
Muito mais inteligente


José Maria Machado

quarta-feira, dezembro 05, 2007

O que eles andam a ler!


O livro que estou a ler?
"A Fórmula de Deus" de José Rodrigues dos Santos da Gradiva.
O que me atrai neste livro não é tanto a história de um amor que ultrapassa as barreiras culturais e políticas , ou ainda, as intrigas da espionagem internacional que envolve os serviços secretos do Irão e da CIA. O que me atrai, e que começa com a questão inultrapassável do título, é uma viagem ao grande enigma do Homem: De onde vimos e para onde vamos!
Para aqueles que gostam de ler, há um prazer irrepetível na leitura de um livro. Este livro de J. R. S. acrescenta a este prazer um saber sobre as grandes teorias da origem do universo desde o Big Bang ao Big Crash. Também apresenta uma resposta para a questão da existência de Deus se concluírem o que eu concluí, a saber: nós somos Deus dado que somos a Inteligência que povoa o universo e temos o desígnio de perpetuar esta inteligência para lá do Big Crash e de um novo Big Bang.

Horácio Morais


sexta-feira, novembro 30, 2007

O que eles andam a ler!




Este Diário retrata a vida de um professor, como tal é um juízo de valores.
O Diário de Sebastião da Gama, fez-me despertar muitos sentimentos, que, por vezes, não transparecem de forma clara, mas na realidade estão presentes.
Esta singularíssima alma entregava-se à vida, pois afirmava que o seu segredo era amar. A sua maneira de viver era diferente da do costume.
O Diário de Sebastião da Gama, suscitou-me algo de curioso, pois fez-me reflectir sobre o facto das pequenas grandes coisas serem tão importantes na vida deste tão célebre poeta na obra como na vida, e que para “nós”, por vezes passa-nos ao lado.

«O Poeta beija tudo, graças a Deus...E aprende com as coisas a sua lição de sinceridade...E diz assim: É preciso saber olhar...E pode ser, em qualquer ideia, ingénuo como as crianças, entusiasta como os adolescentes e profundo como os homens feitos...E levanta uma pedra escura e áspera para mostrar uma flor que está por detrás...E perde tempo(ganha tempo...) a namorar uma ovelha... E comove-se com coisas de nada: um pássaro que canta, uma mulher bonita que passou, uma menina que lhe sorriu, um pai que olhou desvanecido para o filho pequenino, um bocadinho de sol depois de um dia chuvoso...E acha tudo importante... E pega no braço dos homens que estavam tristes e vai passear com eles para o jardim...E reparou que os homens estavam tristes...E escreveu uns versos que começavam desta maneira:
“O segredo é amar”...
Este é um dos excertos, entre outros, que mais gostei de ler...
Ana Margarida Lopes
11º Ano - Acção Social

O que eles andam a ler!





Cada um tem uma sensação diferente de quando se embrenha na leitura de um livro, eu comparo um pouco ao mergulho. Entarmos em mundos opostos e tudo parece tão distante da realidade que nos rodeia, somos só nós com o fundo mar ou com as palavras que bailam e fazem-nos viajar para outros lugares...
Tenho um hábito de ler 2 livros ao mesmo tempo, não é uma coisa muito comum, mas neste momento é o que acontece.
São dois livros bastante opostos, um deles, um romance de cariz mais sério, mais envolvente, o outro é uma leitura fácil, que me faz rir e distrair em momentos de mais stress ou tensão.
«Kafka à beira mar», um livro de Haruki Murakami, que narra as aventuras de duas estranhas personagens, cujas vidas, correndo lado a lado ao longo do romance, acabarão por revelar-se repletas de enigmas carregadas de mistério. São elas Kafka Tamura, que foge de casa aos 15 anos, perseguido pela sombra profecia que um dia lhe foi lançada pelo pai. E de Nakata, um homem já idoso que nunca recupera de um estranho acidente de que foi vítima quando jovem, que tem dedicado boa parte da sua vida a uma causa - procurar gatos desaparecidos...vale definitivamente entrar nesta história, pois o imprevisto surge e o leitor fica cada vez mais impressionado com o enredo.
O outro livro é em inglês: Shopaholic and Baby, de Sophie Kinsella, existe também em versão portuguesa. é a história hilariante de uma mulher viciada em compras, casada e espera um bébé. No entanto esta mulher é dotada de uma imaginação tão fértil que a conduz a situações ridículas, embaraçosas e assim por diante, provocando o riso e, uma óptima, descontracção para momentos mais tensos.
Sei que cada vez que leio não existe mais nada à minha volta e quando chego ao fim de cada livro, sofro aquele momento de vazio, que julgo que todos os apreciadores de leitura comungam da mesma sensação!
Salete Tavares


quinta-feira, novembro 29, 2007

O que eles andam a ler!




Ler é um dos maiores prazeres da vida.
Um livro é o maior amigo que alguma vez podemos ter.Com ele rimos, choramos, sonhamos e sentimos mil e uma emoções ao mesmo tempo.
Através da sua leitura conseguimos como que fazer parte desse mesmo livro.
Acabei de ler uma obra do escritor Michael Cox intitulada – O sentido da noite. Trata-se de uma extraordinária história de traição, delírios e enganos narrada na primeira pessoa por um erudito, amante obsessivo de livros, possuidor de um grande talento que aquando da morte da suposta mãe vem a descobrir as suas verdadeiras raízes. Na verdade era de origem nobre e não humilde como pensava e como até então tinha vivido.
Através da sua confissão vemos como este homem se vai transformando a ponto de se
tornar um assassino.
A história é interessante em si e vale a pena ler. Passa-se na Inglaterra do século XIX e muitos dos factos narrados são verídicos coincidindo com os acontecimentos da época.
Leiam sempre é o que aconselho a todos. Boas leituras. Até breve.



Fernanda Martins

terça-feira, novembro 27, 2007

O que eles andam a ler!



O último livro que li é um emocionante romance histórico que nos conta a história de Philippa of Lancaster, casada aos 29 anos com D. João I, torna-se D Filipa de Lencastre aclamada pelo povo, reconhecida em toda a Europa pela sua inteligência e espírito empreendedor, mulher de uma fé inabalável, empenhada em mudar os costumes de uma corte que não se cingia pelos melhores princípios, mãe atenta de 8 filhos três dos quais marcaram o destino das navegações Portuguesas.
Um livro que nos cativa, emociona e prende a cada página. Aconselho vivamente tal como minha mãe me aconselhou.

Carlota Barros
12º Ano - Humanidades

segunda-feira, novembro 26, 2007

O que eles andam a ler!



As Sete Estradinhas de Catete
Uma família branca que foi para Catete, mãe professora, pai oficial (militar) e um filho, o Guilherme, com seis anos.
O livro descreve a maneira como a família do Guilherme era tratada, isto é, mostra o racismo que havia entre brancos e pretos.
O menino branco era sempre beneficiado em relação aos colegas negros.
É uma leitura agradável embora se fique um pouco triste ao ver como eram tratados os alunos negros. A história é passada numa escola, com a chegada de uma família do Guilherme “menino branco” a Catete. Isto antes do 25 de Abril de 74. Após o 25 de Abril, já o Guilherme em adulto, as situações e comportamentos alteraram-se. Fica-se com uma visão muito ampla sobre o racismo.
É um livro que recomendo sem dúvida alguma.

Anabela Rodrigues

sexta-feira, novembro 23, 2007

O que eles andam a ler!




A Cidade dos Deuses Selvagens foi o primeiro livro que li de Isabel Allende e só mais tarde é que li o Reino do Dragão de Ouro, que é uma continuação d’A Cidade dos Deuses Selvagens. A história é fabulosa. Fala-nos sobre Alexander Cold, um jovem que vai viver com a extravagante avó Kate, com quem embarca numa viagem pela selva amazónica, em busca de um estranho animal que muito pouca gente viu, apelidado de besta. É sem dúvida o melhor livro que já li, a história, o enredo, as personagens, é tudo fictício mas no entanto parece-nos tão real. Também gostei do Reino do Dragão de Ouro. A história conta com as mesmas personagens mas estas encontram-se desta vez na Cordilheira dos Himalaias, onde procuram a estátua do Dragão de Ouro. Mais uma vez a história é muito cativante devido a toda aventura e mistério, mas sobretudo à mistura da realidade e ficção. Acho que são livros imperdíveis e que podem ser lidos por qualquer pessoa, logo, porque não?

Bárbara Madeira - 12ºAno . Humanidades

O que eles andam a ler!



Na semana passada juntei dois livros ao monte dos «já lidos» - um óptimo policial português, Foi Assim que Aconteceu, primeira obra da escritora Teresa Font, e A Boda Mexicana (nada de muito intelectual, mas um movimentado retrato das famílias do Mexico profundo, do princípio ao fim do seculo XX) e retirei do monte dos «a ler» um livro do meu «namorado radiofónico» Júlio Machado Vaz . Estes Difíceis Amores tinha ficado esquecido quando preferi trocá-lo pelo comovente Tempo dos Espelhos, do mesmo autor. Não estou desiludida com a primeira parte: o médico, na pele das suas pacientes, revela dois casos de amor sólido e profundo nas histórias Abuso de Menor e Crepúsculo no Regaço. Mas a segunda parte foi mais difícil de ultrapassar. (Olhe dr., tive até de saltar umas paginazitas) Mas espreitei mais para diante e o resto melhora, ou antes, adequa-se mais ao meu gosto. E aos de mais gente, porque afinal comprei uma 7ª edição faz agora dois anos.


Maria do Carmo Romão

O que eles andam a ler!






Para quem gosta de geologia e simultaneamente de ficção, “O Rapto” oferece momentos de pura fantasia geológica.
Os Açores e a sua tectónica, as lendas sobre a famosa e evoluída civilização perdida no fundo dos mares, a Atlântida, bem como as viagens no tempo e a evolução dos conhecimentos sobre os mistérios da vida, constituem os ingredientes que Robin Cook juntou nesta obra.

Maria Leonor Gundersen

quinta-feira, novembro 22, 2007

O que eles andam a ler!




Após ter lido dois livros da autora Doreen Virtue, «As crianças índigo» e «As crianças cristal», os quais andam a ser vendidos e lidos por técnicos e não técnicos começando a gerar bastante polémica , dos EUA têm-nos chegado algumas novas terapias, que a muito custo têm de alguma forma ganho adeptos. Hipnoterapia regressiva foi a primeira que apareceu como livro de divulgação aqui há uns anos, que se bem me recordo, foi no final da década de 80 que tais obras apareceram, na tentativa de demonstrar que alguns dos nossos problemas psicológicos actuais têm não origem nesta vida, mas sim numa outra vida vivida anteriormente...
Mas, os vários poderes relatados das crianças cristal na minha opinião geram alguma controvérsia, isto porque a autora não apresenta dados concretos sobre as diversas pseudo faculdades das ditas crianças. Telepatia, telecinésia, outras formas de comunicação, nomeadamente a gestual e grande empatia, são alguns dos aspectos que são referidos para estas crianças «que são reencarnações de seres de um planeta distante», http://www.caminhosdeluz.org/A-251.htm,, levam-nos a duvidar se a autora terá razão, pois que utilizar as técnicas de relaxamento e de ioga para manter estável uma criança HDA – Criança com síndrome de hiperactivadade e desatenção, há muito que é utilizado, e se nalgumas resulta, noutras bem pelo contrário, terão que passar a tomar a velha Ritalina, para conseguir estabilizar o seu comportamento.

José Azevedo

Para ler o texto completo entar em:

http://jotacapa.blogspot.com/2007_08_01_archive.html

sexta-feira, novembro 16, 2007

Oque eles andam a ler






O meu livro de cabeceira.
Longe de Manaus - O romance da solidão portuguesa.
De Francisco José Viegas

Francisco José Viegas é um escritor e jornalista que leio frequentemente, porque, para além da ficção, escreve e bem sobre outros prazeres: gastronomia, vinhos, charutos e viagens.
Leio com prazer os romances, não por apreciar particularmente o género policial, mas talvez porque extravasam , claramente, esta definição.
No “LONGE DE MANÁUS, o romance da solidão Portuguesa”
O Inspector Jaime Ramos, apesar de mais velho, pesado e já a pensar na aposentação, ganha neste caso, um amadurecimento, uma densidade e profundidade psicológica, de grande qualidade.
Mais do que um romance policial, Longe de Manaus, é um encontro com a nossa História ainda não totalmente compreendida e assumida.
Para mim, o subtítulo “ A solidão Portuguesa”, não é tão evidente depois desta leitura. Jaime Ramos, apesar de manter um certo desencanto que o acompanha noutros casos, parece-me, no final, bastante esperançoso.
Para terminar, gostei bastante de Longe de Manaus; parece-me um excelente romance e o mais sólido e estruturado de Francisco José Viegas.
O mesmo deve ter pensado quem lhe atríbuiu.o Grande Prémio do Romance da Associação Portuguesa de Escritores de 2005.

Mário Sousa