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María Kodama, companheira de uma longa vida de Jorge Luis Borges (escritor argentino, nasceu em Buenos Aires em 1899 e morreu em Genebra em 1986), veio a Lisboa a convite da Fundação José Saramago. A palestra decorreu no auditório da Biblioteca Nacional (e com muito atraso fazemos referência, por isso mil desculpas) no dia 21 de Junho passado, sendo José Saramago o condutor da conversa, mostrando uma boa recuperação física e um grande sentido de humor.
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Borges foi o eterno candidato ao Nobel da Literatura, mas nunca o consegiu receber. Facto considerado de grande injustiça pela comunidade literária. De saber enciclopédico, a sua obra é composta pela poesia, prosa, ensaios, crítica lietrária, com especial destaque para os labirinticos contos. Mas "ele sempre se sentiu poeta" e "preferia ser recordado como poeta e não como contista" (Público, 21 Junho, 2008)
Foi da poesia que ele partiu mas um acidente com uma janela deixou-o muito doente (septicemia). Quando recuperou e com medo de ter perdido as suas capacidades para escrever poesia começa a escrever contos. Anos mais tarde perde a visão e regressa à poesia porque era mais fácil decorar o texto por causa da rima, já que não o podia passar a texto imediatamente.
A obra deste autor encontra-se amplamente traduzida e editada em Portugal, com destaque para as obras completas, das edições Teorema.
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