domingo, junho 15, 2008

JUNHO TAMBÉM É VIEIRA DA SILVA

Maria Helena Vieira da Silva, 13 de Junho, 1908, Lisboa - 6 de Março, 1992, Paris.
A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva fica na Praça das Amoreiras, Lisboa; conta com uma exposição permanente dos dois artistas.


Duas Bibliotecas, das muitas que pintou. Labirintos que nunca se perdem. Fios que nos conduzem para um mundo de possibilidades. Quase infinitas.

sábado, junho 14, 2008

Poesia de Fernando Pessoa para Todos


José António Gomes e António Modesto coligiram os poucos poemas que Fernando Pessoa escreveu para crianças e publicaram-nos na Colecção Oficina dos Sonhos da Porto Editora.

sexta-feira, junho 13, 2008

Aniversário - Álvaro de Campos

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,
com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado---,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa, No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

ÁLVARO DE CAMPOS


Sim, sou eu , eu mesmo, tal qual resultei de tudo,

Espécie de acessório ou sobresselente próprio,

Arredores irregulares da minha emoção sincera,

Sou eu daqui em mim, sou eu.


Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.

Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.

Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.


(...)


De haver em mim do que eu.


Sou eu mesmo, a charada sincopada

Que ninguém da roda decifrar nos serões de província.


Sou eu mesmo, que remédio!...


in Poesias, Álvaro de Campos

E NO INÍCIO... ERAM MUITOS



13 de Junho, 1888, Lisboa-30 de Novembro, 1935, Lisboa.

A questão humana dos heterónimos, tanto ou mais que a questão puramente literária, tem atraído as atenções gerais. Concebidos como individualidades distintas da do autor, este criou-lhes uma biografia e até um horóscopo próprios. Encontram-se ligados a alguns dos problemas centrais da sua obra: a unidade ou a pluralidade do eu, a sinceridade, a noção de realidade e a estranheza da existência. Traduzem, por assim dizer, a consciência da fragmentação do eu, reduzindo o eu «real» de Pessoa a um papel que não é maior que o de qualquer um dos seus heterónimos na existência literária do poeta. Assim questiona Pessoa o conceito metafísico de tradição romântica da unidade do sujeito e da sinceridade da expressão da sua emotividade através da linguagem. Enveredando por vários fingimentos, que aprofundam uma teia de polémicas entre si, opondo-se e completando-se, os heterónimos são a mentalização de certas emoções e perspectivas, a sua representação irónica pela inteligência. Deles se destacam três: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Segundo a carta de Fernando Pessoa sobre a génese dos seus heterónimos, Caeiro (1885-1915) é o Mestre, inclusive do próprio Pessoa ortónimo. Nasceu em Lisboa e aí morreu, tuberculoso, em 1915, embora a maior parte da sua vida tenha decorrido numa quinta no Ribatejo, onde foram escritos quase todos os seus poemas, os do livro O Guardador de Rebanhos, os de O Pastor Amoroso e os Poemas Inconjuntos, sendo os do último período da sua vida escritos em Lisboa, quando se encontrava já gravemente doente (daí, segundo Pessoa, a «novidade um pouco estranha ao carácter geral da obra»). Sem profissão e pouco instruído (teria apenas a instrução primária), e, por isso, «escrevendo mal o português», órfão desde muito cedo, vivia de pequenos rendimentos, com uma tia-avó. Caeiro era, segundo ele próprio, «o único poeta da natureza», procurando viver a exterioridade das sensações e recusando a metafísica, caracterizando-se pelo seu panteísmo e sensacionismo que, de modo diferente, Álvaro de Campos e Ricardo Reis iriam assimilar. Ricardo Reis nasceu no Porto, em 1887. Foi educado num colégio de jesuítas, recebeu uma educação clássica (latina) e estudou, por vontade própria, o helenismo (sendo Horácio o seu modelo literário). Essa formação clássica reflecte-se, quer a nível formal (odes à maneira clássica), quer a nível dos temas por si tratados e da própria linguagem utilizada, com um purismo que Pessoa considerava exagerado. Médico, não exercia, no entanto, a profissão. De convicções monárquicas, emigrou para o Brasil após a implantação da República. Pagão intelectual, lúcido e consciente, reflectia uma moral estoico-epicurista, misto de altivez resignada e gozo dos prazeres que o não comprometessem na sua liberdade interior, e que é a resposta possível do homem à dureza ou ao desprezo dos deuses e à efemeridade da vida.

Álvaro de Campos, nascido em Tavira em 1890, era um homem viajado. Depois de uma educação vulgar de liceu formou-se em engenharia mecânica e naval na Escócia e, numas férias, fez uma viagem ao Oriente, de que resultou o poema Opiário. Viveu depois em Lisboa, sem exercer a sua profissão. Dedicou-se à literatura, intervindo em polémicas literárias e políticas. É da sua autoria o Ultimatum, publicado no Portugal Futurista, manifesto contra os literatos instalados da época. Apesar dos pontos de contacto entre ambos, travou com Pessoa ortónimo uma polémica aberta. Protótipo do vanguardismo modernista, é o cantor da energia bruta e da velocidade, da vertigem agressiva do progresso, de que a Ode Triunfal é um dos melhores exemplos, evoluindo depois no sentido de um tédio, de um desencanto e de um cansaço da vida, progressivos e auto-irónicos.


Podemos encontrar na internet muitos sítios sobre o mundo pessoano. Esta informação foi retirado daqui: http://www.astormentas.com/

quinta-feira, junho 12, 2008

LIVROS VERDES


A TRISTEZA CRIADORA


Mia Couto tem novo livro, o 23º! Venenos de Deus Remédios do Diabo.


DN, 11.06.2008

PRÉMIO ROMANCE E NOVELA - APE


Filomena Marona Beja ganhou o prémio APE de Romance e Novela (correspondente a 2007) com o romance A Cova do Lagarto. Nele retrata a biografia de Duarte Pacheco, as grandes construções, o Estado Novo.

terça-feira, junho 10, 2008

O Livro Perdido de Camões



A professora Ana Luísa publicou o seu terceiro livro para Chá das Cinco, uma das marcas da editora Saida de Emergência.

O Livro Perdido de Camões

Um romance espiritual sobre as aventuras do mais famoso poeta português.

Homem sofrido, guerreiro arrojado, poeta imortal. Luís de Camões não se limitou a cantar a alma portuguesa. Foi mais longe, e viveu-a. O Livro Perdido de Camões é a história dessa vida. Preso entre o que gostaria de ter feito, o que lhe foi possível fazer e o que os outros dele esperavam, Camões viveu entre dúvida e desejo, perda e desencanto,
cumplicidade e amor, num agreste destino do qual foi inteiramente lúcido.

“Não foram as penas, o destrato dos homens, a indiferença das mulheres, os desencontros, a prisão, a morte dos amigos, a ingratidão da pátria, a falta de mãe que me envelheceram. O que me tornou velho foi ter deixado de sonhar. Desisti. E decidi morrer. Pérola embaciada no fio da minha história.”

domingo, junho 08, 2008

XO- Computador verde para meninos verdes



Criado por Yver Béhar para o projecto One Laptop Per Child (OLPC) é robusto ergonómico e de óptimo design. O laptop 100 dólares tem como principal objectivo mudar o mundo. O projecto OLPC foi criado para dotar as crianças de países em desenvolvimento de uma ferramenta que lhes permita «aprenderem a aprender». Através do XO as crianças têm acesso a novos canais de aprendizagem e, no futuro, serão capazes de encontrar soluções para os seus vários problemas como a pobreza a fome e a doença. Verde por fora e por dentro, é resistente à poeira e aos líquidos, pois nos países em desenvolvimento as aulas têm muitas vezes lugar ao ar livre, e tem um baixo consumo de energia (é possível carregá-lo com a mão ou com energia solar.

Por tudo isto, o Design Museum de Londres outorgou-lhe o prémio de «Design do Ano».

Se em 2007 governos e filantropos encomendaram 600 mil unidades, a segunda geração deste computador, o XOXO, terá certamente um sucesso ainda maior. O objectivo é reduzir o seu custo para 75 dólares (menos de 50 euros) e o consumo de energia para metade. Uma alegria verde para muitos meninos esquecidos do nosso planeta.

sexta-feira, junho 06, 2008

FESTA - A TRAVESSIA DOS SONHOS

As turmas A e B do 12º ano vão organizar uma festa cultural. Saramago, Camões, Pessoa, dança, música e surpresas faze parte do programa "A travessia dos sonhos".
Os alunos convidam toda a comunidade escolar para no dia 9 de Junho, pelas 21h, no Centro Cultural António Aleixo, participarem e partilharem desse sonho criador.

quinta-feira, junho 05, 2008

NOVIDADES

Já nas bancas.

PRÉMIO POESIA APE

Ana Luísa Amaral ganhou o prémio de poesia da APE com o livro Entre dois rios e outras noites.
Ver mais informações aqui.

segunda-feira, junho 02, 2008

Dia da Criança


LIBERDADE


Ai que prazer não cumprir um dever.
Ter um livro para ler e não o fazer!
Ler é maçada,estudar é nada.
O sol doira sem literatura.

O rio corre bem ou mal,sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!


Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa

domingo, junho 01, 2008

PARA AS CRIANÇAS

A CRIANÇA E A LUA

A lua e a criança jogam
um jogo que ninguém vê;
sem olhar vêem-se, falam
uma língua de pura mudez.
O que dizem, ou ocultam,
a contar um, dois, três,
ou três, dois, um
para voltar a contar?
Quem ficou dentro do espelho,
lua, para tudo ver?
A criança está feliz e só:
a lua roça os seus pés como a neve na madrugada,

como o azul do amanhecer;
nas duas faces do mundo
- a que ouve, e a que vê -
cindiu-se o silêncio,
a luz cintila no outro lado
das mãos, que seguem a procurar quem sabe o quê
no instante de ninguém
que passa onde jamais foi.

A criança existe e joga
um jogo que ninguém vê.

Mariano Brull (1891-1956, Cuba)

sexta-feira, maio 30, 2008

Stonehenge - Cemitério de reis



Ao longo dos anos, várias teorias consideraram este famoso monumento um templo da lua, um observatório e até um local para a aterragem de OVNIs. Stonehenge é um dos mais famosos monumentos pré-históricos do mundo, mas a sua construção tem-se mantido um mistério. Segundo notícias publicadas nos jornais de hoje, um grupo de arqueólogos acredita estar mais perto da resposta. Pela primeira vez foram desenterrados restos humanos provenientes de cremação que, depois de datados, sugerem que durante 600 anos a partir da construção do monumento, cerca de 3000 A.C., Stonehenge foi usado como cemitério e que os restos mortais aí encontrados pertencem a uma única família de chefes ou reis que governaram nessa época.

A BIBLIOTECA DE FERNANDO PESSOA


"Desde 14 de Abril que uma equipa coordenada por dois elementos do Centro de Linguística Portuguesa da Universidade de Lisboa (CLUL), o colombiano Jeronimo Pizarro e o italiano Patricio Ferrari, digitaliza, de graça, toda a biblioteca pessoal do poeta dos heterónimos. São cerca de 1200 títulos, entre livros, revistas, jornais, pertencentes à Casa Fernando Pessoa e ao espólio da família. Desses, 200 estarão disponíveis para consulta pública a partir de 13 de Junho, dia em que se celebram os 120 anos do nascimento do autor de A Mensagem, a partir do site da casa Fernando Pessoa." in Diário de Notícias

terça-feira, maio 27, 2008

Poema Inédito de Fernando Pessoa


Descoberto poema inédito atribuído a Alberto Caeiro



ISABEL LUCAS Diário de Notícias


"Tudo é definido, tudo é limitado, tudo é cousas." Este é o último verso de um poema inédito atribuído a Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa, e encontrado na última página de um livro que pertenceu a Pessoa pela equipa que está a digitalizar o espólio do poeta. O livro estava na casa que ocupa o nº 16 da rua Coelho da Rocha e só por acaso não foi detectado antes. "O poema está manuscrito e tem como cabeçalho a palavra Caeiro sublinhada", disse ao DN Patricio Ferrari que, a par com Jeronimo Pizarro, dirige a equipa que está a passar a formato digital toda a biblioteca que pertenceu a Fernando Pessoa, não apenas da Coelho da Rocha, como os papéis ainda nas mãos da família do poeta.
O poema foi encontrado a 30 de Abril pelo italiano Antonio Cardiello. "Foi uma descoberta inesperada", declarou Jeronimo Pizzarro,que só gastaria de ver o poema divulgado depois de" devidamente" estudado por especialistas na obra de Caeiro. Por enquanto levanta dúvidas. "Apesar da linguagem ser a de Alberto Caeiro e de o poema ser precedido pelo nome Caeiro, tanto pode ser o título como a assinatura. Além disso está num livro datado de 1907 quando sabemos que aquele heterónimo só apareceu em 1914." As cautelas de Pizarro, o investigador que já transcreveu o poema, são partilhadas por Patricio Ferrari. Um e outro opõem-se à intenção de Inês Pedrosa, directora da Casa Fernando Pessoa, de fazer postais com réplicas do manuscrito para celebrar os 120 anos do nascimento de Pessoa, que se comemoram a 13 de Junho.



domingo, maio 25, 2008

REVISTA COLÓQUIO LETRAS ON-LINE


A revista Colóquio Letras já está on-line. Desde o 1º número! Como é uma boa fonte de pesquisa passa a constar da nossa barra de links.

sexta-feira, maio 23, 2008

ANDRÉ BRETON NO MUSEU


O Museu Privado de Cartas e Manuscritos, em Paris, adquiriu por um «bom» preço o manuscrito do Manifesto do Surrealismo, de André Breton. A importância do documento releva, também, do facto do autor ser considerado "o pai" do Surrealismo.

quinta-feira, maio 22, 2008

Expo 98 - 10º Aniversário




A Expo 98 decorreu em Lisboa entre 22 de Maio e 30 de Setembro de 1998 e foi a última Exposição Mundial do século XX. Comemorava, entre outros factos, a primeira viagem marítima para a Índia realizada por Vasco da Gama em 1498.
O tema da Expo foi «Os Oceanos, Um Património para o Futuro» e a sua mascote, como bem se lembram, o Gil

terça-feira, maio 20, 2008

Aquário Vasco da Gama


O Aquário Vasco da Gama faz 110 anos

Hoje, 20 de Maio de 2008 o Aquário Vasco da Gama completa 110 anos de existência. Celebra-se também o Dia da Marinha, entidade que tutela o Aquário desde 1901. Para assinalar esta efeméride é oferecida entrada gratuita a todos os visitantes.


O Aquário Vasco da Gama foi inaugurado em 1898, numa cerimónia integrada nas Comemorações do IV Centenário da Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia. A Comissão Executiva destas celebrações, desejando perpetuar a memória de tão importante acontecimento, decidiu mandar construir um Aquário com objectivos de recreio e instrução popular. A construção do edifício, da responsabilidade da Comissão Executiva do IV Centenário, teve a orientação do Engenheiro Albert Girard, um naturalista notável e o principal colaborador científico do Rei D. Carlos I.

sábado, maio 17, 2008

DIA ABERTO - REPORTAGEM

Registo fotográfico de alguns momentos vividos ao longo do DIA.


A manhã começou bem: alimento para o corpo e para a alma.


Brincar ao faz-de-conta.


Para saber o futuro.



A Arte e a Vida.



Nos Laboratórios encantando as crianças.

A transformaçãodos elementos.



Ambiente mais limpo (pormenor de uma central hidroeléctrica).


Preservar os mais desprotegidos.



Sala de uma turma do 12º ano, Área de Projecto.


O Cê-Lá, muito concorrido.



A preservação da memória, para sabermos quem somos.



Nas Oficinas, pondo em funcionamento maquinaria de refrigeração.

sexta-feira, maio 16, 2008

Escrever com o telemóvel


Escrever romances com os polegares (in Diário de Notícias)

O telemóvel também pode servir para escrever ficção. No Japão é assim. Rin tem 21 anos, vive em Kokura, no Sul do Japão, estuda enfermagem e escreveu a sua primeira obra literária, intitulada Moshimo Kimiga ("Se Tu..."), quando estava a terminar a escola secundária. Em 2007, a versão em papel da sua saga escrita num telemóvel vendeu 420 mil exemplares e terminou o ano na lista dos dez livros mais vendidos do Japão.

DIA ABERTO

As Guias preparadas para receberem as escolas do 1º Ciclo e do Pré-Escolar

Decorreu ontem o DIA ABERTO. Neste dia a Escola abre-se à Comunidade e em especial as escolas da região. Os Departamentos fazem a divulgação das suas actividades e preparam momentos especias de animação, experiências, vídeos...

Iremos colocar ao longo dos próximos dias algumas fotografias representativas do Dia.

segunda-feira, maio 12, 2008

segunda-feira, maio 05, 2008

A CONSISTÊNCIA DOS SONHOS


O percurso de uma vida pelos livros.
Até ao dia 27 de Julho, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, A Consistência dos Sonhos mostra-nos José Saramago: a vida e a obra. Manuscristos, documentos originais, notas pessoais, artigos de imprensa nacional e internacional, a família, fotografias, vídeos, primeiras edições, traduções (talvez a parte mais bem conseguida da exposição).

quinta-feira, maio 01, 2008

História do Primeiro de Maio

História do dia do trabalhador

No dia 1º de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários. Mas os trabalhadores não se deixaram abater, todos achavam que eram demais as horas diárias de trabalho, por isso, no dia 5 de Maio de 1886, quatro dias depois da reivindicação de Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua.
Foi este o resultado desta segunda manifestação. A luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a elaborar novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas. 116 anos depois, o 1º de Maio mantém todo o seu significado e actualidade.
Nos Estados Unidos da América o Dia do Trabalhador celebra-se no dia 3 de Setembro e é conhecido por "Labor Day". É um feriado nacional que é sempre comemorado na primeira segunda-feira do mês de Setembro. No Canadá este feriado chama-se "Dia de Oito Horas".
Na Europa é sempre comemorado no dia 1 de Maio. (in: Expresso)

1 de MAIO - SEMPRE

Mural de Diego Rivera