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  • Biblioteca Escolar - Escola Secundária de Vila Real de Santo António
  • quinta-feira, maio 14, 2009

    Titanic


    Titanic encalha na estação do Rossio
    Depois de 90 anos debaixo de água, os destroços do maior navio da história estão na Estação do Rossio. Por Catarina Mendonça Ferreira.

    É possível que ao ouvir falar em Titanic lhe venha à memória um Leonardo di Caprio de suspensórios e uma Kate Winslet empoleirados na proa do navio. “A diferença entre o filme e a exposição que inaugurou agora em Lisboa é que isto é a realidade”, diz José Cordeiro da Desejo Sem Limites, empresa que trouxe a disputadíssima exposição a Portugal.
    Os objectos que foram resgatados pela empresa RMS Titanic desde 1994 são mais de cinco mil. E nesta exposição podem ser vistos cerca de 230, incrivelmente bem conservados. Óculos, panelas que serviram mais de 62 mil refeições, frascos de perfume que ainda conservam a fragrância, calças, jóias, garrafas do melhor champanhe ainda com o precioso líquido ou pratos para o forno encontrados na areia como peças de dominó, depois da madeira dos armários ter apodrecido.
    Para dar o devido valor àquilo que o visitante vai ver , é preciso conhecer toda a história do maior e mais ambicioso navio alguma vez construído. E perceber que durante 90 anos os destroços do navio que na madrugada de 15 de Abril de 1912 embateu contra um icebergue e se partiu em dois, estiveram debaixo de água. Por trás desta exposição está um trabalho hercúleo e minucioso que envolveu várias descidas a 3800 metros de profundidade, no Atlântico Norte. Cada descida demorava duas horas e meia.
    O fascínio em torno da história do Titanic é quase tão antigo como as pirâmides do Egipto. Um interesse que José Cordeiro atribui ao facto de o navio ser um dos mais luxuosos alguma vez construídos. Tinha ginásio, água quente e fria e as suites de primeira classe tinham três e quatro quartos. Ter estado submerso durante 90 anos contribuiu para adensar o mistério. “E o que mais impressiona é que ainda hoje se continuam a construir Titanics”, refere. “O ataque às Torres Gémeas é o Titanic dos nossos dias. Durante anos vai contar-se a sua história”, compara José Cordeiro.
    A exposição oferece alguma possibilidade de interacção. Pode- -se tocar num pedaço do casco ou ainda numa réplica de um icebergue de oito metros e sentir como estava fria a água do mar na noite em que o Titanic se afundou. Dois graus negativos.
    Através das peças é possível reconstituir algumas das histórias dos passageiros, da primeira à terceira classe. O perfumista Adolf Saafeld que viajava para Nove Iorque para vender as suas amostras ou o homem que usava um nome falso porque viajava com a amante. Histórias diferentes que tinham em comum a esperança de uma vida nova na América.
    A visita a esta exposição é uma oportunidade a não desperdiçar. Tudo o que foi possível recuperar do Titanic está nas mãos da empresa que o construiu. A maior parte do casco não foi recuperado e está a ser ferozmente comida por micróbios que se alimentam de ferro. Os cientistas prevêem o colapso do Titanic no espaço de 40 a 90 anos.
    “Titanic, The Artifact Exhibition” está na Estação do Rossio até ao final de Julho, todos os dias das 10.00 às 21.00. O preço dos bilhetes varia entre 12,50€ (adulto durante a semana) e os 14,50€ (adulto aos fins-de-semana e feriados). Há bilhetes familiares e descontos para estudantes e grupos. Aconselha-se a compra antecipada para não ter de esperar na fila. À venda em: Fnac, bilheteiras da exposição, Abreu, Ticketline, através do 707 234 234 e em www.titaniclisboa.com.

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