sábado, fevereiro 28, 2009

Galileu Galilei -2009 Ano da Astronomia



Em 1609 Galileu Galilei aperfeiçoou o telescópio e fez importantes descobertas com ele. Descobertas que abalaram o mundo.
Para mais informações visita:

AIA 2009
Wikipédia
Divulgar a Ciência
Galileu Galilei
Transformações de Galileu

O Ano de Galileu e Darwin

10ºD





Antes que comece a Semana da Leitura e porque o prometido é devido, eis as fotografias do trabalho que a turma D do 10º ano executou na véspera de S. Valentim para poder exibir as suas T-shirts.
Esperemos que gostem

sábado, fevereiro 21, 2009

Kansas City Public Library (Missouri)


Um pouco diferente das portuguesas.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

António Aleixo


Biografia de António Aleixo

António Fernandes Aleixo, nome completo de um dos poetas populares algarvios de maior relevo. Nasceu em Vila Real de Santo António a 18/02/1899 e faleceu em Loulé a 16/11/1949. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, guarda da P.S.P, servente de pedreiro, trabalho que, emigrado, também exerceu em França. Volvido ao seu país natal, restabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções nas feiras, actividades essas que se juntaram ao seu rol de profissões. Poeta possuidor de uma rara espontaneidade, de um apurado sentido filosófico e notável pela «capacidade de expressão sintética de conceitos com conteúdo de pensamento moral», Aleixo vai sendo conhecido e bastante apreciado por inúmeras figuras, das quais se destacam Dr. José Pedro, Dr. Joaquim Magalhães, José Rosa Madeira, que o protegem, divulgam e coleccionam os seus escritos. Da colecção formada por José Rosa Madeira e outras composições recolhidas, nasce o primeiro livro em 1943, editado pelo Círculo Cultural do Algarve. A opinião pública aceita-o com bom agrado, sendo bem acolhido pela crítica. Com uma tiragem de 1.100 exemplares, o livro esgota-se em poucos dias, o que proporciona a Aleixo uma pequena melhoria de vida, que é ensombrada pela morte de uma sua filha, doente com tuberculose. Desta mesma doença viria o poeta a sofrer, tendo que ser internado no Hospital- Sanatório dos Covões, em Coimbra, a 28/06/1943. Aqui descobre novas amizades e deleita-se com novos admiradores, que reconhecem o seu talento, de destacar o Dr. Armando Gonçalves e António Santos (Tossan), o artista que nunca o desamparou nas horas difíceis. Os seus últimos anos de vida foram passados, ora no sanatório, em Coimbra, ora em Loulé. Aleixo está hoje, entre nós, bem consagrado e presente. As suas obras foram apresentadas na rádio e televisão, os seus versos incluídos em diversas antologias, o seu nome figura na história da literatura, é patrono de instituições e grupos político-culturais, tem o nome em várias esquinas de ruas do país e existem medalhas cunhadas e monumentos erigidos em sua honra. Da sua autoria estão publicadas as seguintes obras: «Quando começo a cantar» - (1943); «Intencionais» - (1945); «Auto da vida e da morte» - (1948); «Auto do curandeiro» - (1950); «Este livro que vos deixo» - (1969); «Inéditos» - (1979); tendo sido, estes três últimos, publicados postumamente.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

DO AMOR


Trabalho realizado pela aluna Andreia Santana, 10º PD.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Hoje o Diário de Notícias entrevista António Lobo Antunes e apresenta um extracto do novo livro a editar em Outubro.
Deixo aqui uma passagem da entrevista e do extracto.

"Eu não falo com o leitor! As personagens e o autor é que se interpelam entre eles. E, por vezes, o autor interpela-se a si porque talvez seja também um livro sobre teoria da literatura, que é uma coisa sobre que gostava de escrever e nunca o farei porque só tenho uma vida. Precisava de ter dez vidas: oito para escrever, uma para ser médico e outra para escrever sobre teoria da literatura. O livro é muito ambicioso e talvez seja o mais ambicioso que escrevi porque queria que fosse muitas coisas."
"Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra No Mar"
"Haverá noite para este dia digam-me, uma altura em que deixo de distinguir o salgueiro e depois do salgueiro a janela, os móveis desaparecem porque não acendemos a luz, ficam as pegas de metal a brilhar um momento, um frémito nas portas que ninguém gira, os meus irmãos procurando-se e eu em busca da saída dado que principiaram as dores e não acho o caminho da rua, apercebo-me do alpendre onde a lanterna baloiça na corrente, ao regressar ao baldio via-a na esquina e acalmava, estou a chegar, estou em casa, não me fazem mal já, o quintal fechava-se- -me sobre o corpo e escondia-me, nenhuma cólica, nenhum suor, a paz e com a paz a indecisão da madrugada no peitoril"

sábado, fevereiro 14, 2009

Charles Darwin -A Grande Exposição


CHARLES DARWIN, A GRANDE EXPOSIÇÃO


JOÃO CÉU E SILVA (Texto)
DN online
Comemoração. 200 anos sobre o nascimento do cientista e 150 sobre a edição de 'A Origem das Espécies', a Fundação Gulbenkian faz nascer a maior mostra sobre o homem que alterou a ciência ao mostrar que há evolução nos seres vivos
A entrada da exposição A Evolução de Darwin é inesperada porque se faz pelo passadiço de bombordo de uma réplica da proa de um navio que lembra o famoso Beagle, aquele onde o cientista confirmou a paixão pela história natural que já vinha desde a adolescência. É o início de uma viagem histórica, conceptual e de associação de ideias segundo pretende o comissário do evento, o biólogo José Feijó.

Logo em seguida, o visitante depara-se com o enquadramento da época em que o cientista viveu, no qual dominava o fascínio pelos mistérios da natureza, e uma Bíblia arménia, aberta na página do Génesis, antevê a polémica que as teorias expostas por Darwin iriam provocar junto da comunidade científica e da sociedade em geral. Seguem-se ilustrações reais que já denunciam preocupações científicas e mitológicas - uma hidra de sete cabeças exemplifica-as -, testemunhando que a biologia contemporânea começa ali. A recriação de um Gabinete de Curiosidades Naturais dinamarquês, à semelhança do que o rei D. José fez (e que foi pilhado por Junot), mostra a desorganização de conhecimentos com que Darwin se confronta ao dedicar a vida à ciência.

São 1300 m2 onde, após se recriar o passado, se explica como o cientista trabalhou durante décadas e qual foi o contributo até ao presente, através de muita interactividade e exemplos práticos do legado. Um vídeo de seis minutos explica a evolução, uma escada do ADN e um escorrega do RNA divertirá as crianças, depoimentos de cientistas contemporâneos confirmam as teorias e um filme biografa Darwin. No fim, na inevitável loja, os visitantes encontram lembranças e o catálogo à venda.|

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

AS NOIVAS

Exposição de vestidos de noiva no Centro De Estudos.


Em alusão ao Dia de S. Valentim, a Escola vestiu-se a rigor para comemorar a efeméride.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Dia de São Valentim


São Valentim, (ou Valentinus), é o santo que, em muitos países dá nome ao dia dos Namorados

Durante o seu governo o Imperador Claudio II proibiu a realização de casamentos no seu território, para poder formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que se os jovens não tivessem família, se alistariam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Chamava-se Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e o bispo Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe faziam chegar flores e bilhetes dizendo ainda acreditarem no amor. Entre as pessoas que lhe mandaram mensagens estava uma jovem cega: Asterias, filha do carcereiro que acabou por conseguir autorização do pai para visitar o bispo Valentim. Os dois acabaram por se apaixonar e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor à jovem com a seguinte assinatura: “de teu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado no dia 14 de Fevereiro de 270.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

JÁ NAS BANCAS

"É preciso coragem para se ser leitor - um arroubo de querer entrar num mundo em que a vida exista em carne viva."
Inês Pedrosa, Ler, Fevereiro

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

O QUE ELAS ANDAM A LER

Até agora considero que é dos melhores livros que já li.
Faz-me reflectir sobre o que significa para mim, verdadeiramente, o amor e até onde iria por ele. É uma história de verdadeira coragem e determinação, instinto de sobrevivência e protecção. Com este livro consegui perceber quais são os meus próprios limites e o que faria por amor, à minha própria vida e por aqueles que me fazem viver.
Até onde iria por amor? Até onde alma me levar.

Tânia Rosa, 11º TC
(à direita)


A obra fala-nos de Laura, uma jovem francesa de 19 anos, oriunda de uma família de classe média baixa que sonha tirar um curso universitário e garantir um futuro melhor.
A sua sede de aprender, as suas convicções, fizeram-na acreditar que os anos de estudante seriam os mais risonhos, mas a realidade iria provar-lhe, da forma mais dura, o quanto ela estava enganada.
Incapaz de encontrar emprego, Laura vê-se obrigada a recorrer à prostituição para conseguir levar adiante o seu projecto de vida.
Acho um relato impressionante, cada virar de página é sempre uma expectativa sobre o que irá acontecer.

Heloísa Lopes, 11º TC
(à esquerda)

segunda-feira, janeiro 26, 2009

VÁ PASSEAR - CÁ DENTRO


Realizam-se já em Fevereiro, 11 a 14, as 10ª Correntes d'Escritas, na Póvoa de Varzim. Este ano contam com a participação de 120 escritores e escritoras de diversos países (Angola, Argentina, Brasil, Uruguai, Cuba, S. Tomé e Príncipe, entre outros, para além de Portugal, claro). A organização faz sentir cada participante como se estivesse em casa, seja escritor/a ou assistente, o ambiente é muito acolhedor e os livros são as estrelas.

VÁ ÀS COMPRAS


Se foi um dos muitos leitores que não conseguiu comprar o último livro de Herberto Hélder, A Faca Não Corta o Fogo, não desanime, está para breve a saída da Obra Completa, Ofício Cantante, pela Assírio e Alvim, como sempre. Mas, o melhor mesmo é ir reservar já, pois se desaparecer ao mesmo ritmo do anterior e forem tão poucos os exemplares ficamos é muito pouco "cantantes."

quinta-feira, janeiro 22, 2009

"G. P. L." na BIBLIOTECA

Visita à Biblioteca pelos alunos do 8º A, com a professora Maria da Luz, para escolher o primeiro livro deste período para a Biblioteca de Turma. Esta actividade faz parte da disciplina de Língua Portuguesa e através de um Contrato de Leitura os alunos comprometem-se a ler diferentes livros ao longo do ano lectivo.

G. P. L. - Guia para a Leitura

segunda-feira, janeiro 19, 2009

The Raven - O Corvo (tradução de Fernando Pessoa)


FERNANDO PESSOA
(1888-1935)
O CORVO
      Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
      Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
      E já quase adormecia, ouvi o que parecia
      O som de alguém que batia levemente a meus umbrais
      «Uma visita», eu me disse, «está batendo a meus umbrais.
      É só isso e nada mais.»

      Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
      E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
      Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
      P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje entre hostes celestiais —
      Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
      Mas sem nome aqui jamais!

      Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
      Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
      Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo,
      «É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
      Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
      É só isso e nada mais».

      E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
      «Senhor», eu disse, «ou senhora, decerto me desculpais;
      Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
      Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
      Que mal ouvi...» E abri largos, franquendo-os, meus umbrais.
      Noite, noite e nada mais.

      A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
      Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
      Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
      E a única palavra dita foi um nome cheio de ais —
      Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
      Isto só e nada mais.

      Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
      Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
      «Por certo», disse eu, «aquela bulha é na minha janela.
      Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.»
      Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
      «É o vento, e nada mais.»

      Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
      Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
      Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
      Mas com ar solene e lento pousou sobre meus umbrais,
      Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais.
      Foi, pousou, e nada mais.

      E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
      Com o solene decoro de seus ares rituais.
      «Tens o aspecto tosquiado», disse eu, «mas de nobre e ousado,
      Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
      Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.»
      Disse-me o corvo, «Nunca mais».

      Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
      Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
      Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
      Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
      Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
      Com o nome «Nunca mais».

      Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
      Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
      Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
      Perdido, murmurei lento, «Amigo, sonhos — mortais
      Todos — todos lá se foram. Amanhã também te vais».
      Disse o corvo, «Nunca mais».

      A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
      «Por certo», disse eu, «são estas vozes usuais.
      Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
      Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
      E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
      Era este «Nunca mais».

      Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
      Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
      E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
      Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
      Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
      Com aquele «Nunca mais».

      Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
      À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
      Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
      No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
      Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
      Reclinar-se-á nunca mais!

      Fez-me então o ar mais denso, como cheio dum incenso
      Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
      «Maldito!», a mim disse, «deu-te Deus, por anjos concedeu-te
      O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
      O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!»
      Disse o corvo, «Nunca mais».

      «Profeta», disse eu, «profeta — ou demónio ou ave preta!
      Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
      Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
      Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
      Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!»
      Disse o corvo, «Nunca mais».

      «Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!, eu disse. «Parte!
      Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
      Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
      Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!»
      Disse o corvo, «Nunca mais».

      E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
      No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
      Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha,
      E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais,
      E a minh'alma dessa sombra, que no chão há mais e mais,
      Libertar-se-á... nunca mais!


FERNANDO PESSOA
(1888-1935)

Versão original em Inglês de “O Corvo” por Edgar Allan Poe



Edgar Allan Poe


Autor de «The Raven» nasceu há 200 anos.
Diz o Diário de Notícias que, todos os anos, desde 1949, alguém conhecido como «The Poe Toaster» visita a campa deste famoso escritor em Baltimore, faz um brinde com brandy e depõe nela 3 rosas.
Edgar Allan Poe nasceu no dia 19 de Janeiro de 1809 e morreu com apenas 40 anos. autor de histórias misteriosas e fantásticos poemas foi admirado por Fernando Pessoa que o considerava um génio. O autor português traduziu os seus poemas Annabel Lee e O Corvo.


Podem procurar os contos de Poe na nossa biblioteca.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

NOVIDADES


Agumas "novidades" que chegaram à nossa Biblioteca. Alguns livros são recém editados, outros têm capas novas, bem bonitas, e são intemporais. Uns pertencentes ao Plano Nacional de leitura, outros aos programas e outros ainda simplesmente para ler porque sim.

JÁ NAS BANCAS


segunda-feira, janeiro 12, 2009

Luthgarda Guimarães de Caires

O texto abaixo é da autoria de Maria Luisa V. Paiva Boléo

Luthgarda Guimarães de Caires







Vila Real de Santo António orgulha-se de na sua cidade ter nascido, em Novembro de 1873, aquela que além de escritora e filantropa, teve, um dia, a ideia de proporcionar às crianças doentes um Natal com agasalhos, prendas e brinquedos, cuja dimensão viria a atingir a imensa popularidade do actual Natal dos Hospitais. Lutgarda Guimarães (de Caires pelo casamento), filha de Maria Teresa de Barros Guimarães e de José Rodrigues Guimarães, perdeu a mãe ainda criança. Mas o pai rodeou-a, a ela e ao irmão, de um ambiente de grande ternura e muita arte. (…) Desde criança, Lutgarda improvisava, junto com o irmão e os primos, teatrinhos com peças consagradas que adaptavam e representavam para a família. Ainda jovem, Lutgarda passa viver em Lisboa onde conhece e vem a casar com o advogado madeirense João de Caires, homem culto, escritor e fundador da Sociedade de Propaganda de Portugal, que reunia em casa amigos e onde havia regularmente animados serões literários. Era o ambiente propício para que Lutgarda de Caires desse livre curso à sua criatividade. Porém, sofreu logo no início do casamento a perda de uma filha (e provavelmente ainda de outro filho), facto que a marcou profundamente e que se revela na sua poesia, toda ela triste. A partir daí, decide passar a visitar as crianças doentes do Hospital da Estefânia levando-lhes roupas, brinquedos e rebuçados. (…). Durante alguns anos o casal Caires viveu em Óbidos e Alcobaça (…). Nesta cidade do célebre Mosteiro nasceria, em 1895, o filho Álvaro (Guimarães de Caires), que viria a ser, além de médico, professor na Universidade de Sevilha, escritor e investigador. (…). A partir de 1905, começa a colaborar em jornais com artigos de índole social. A sua primeira obra. 'Glicínias" foi editada em 1910. Seguiram-se "Papoilas (1912) e "A Dança do Destino contos e narrativas" (1913). Já regressada a Lisboa, continua a visitar regularmente as crianças do Hospital da Estefânia. Fazia-lhes casaquinhos de malha e com o sucesso dos seus livros mais pessoas começaram a conhecê-la e a interessar-se pela sua cruzada em prol das crianças doentes e sozinhas. Os lucros que obtinha da venda dos seus livros revertiam para proporcionar às crianças um dia de Natal especial. Em 1911, o Ministro da Justiça Diogo Leote propôs à escritora que fizesse um estudo da situação dos presos, principalmente das mulheres. (…). Lutgarda denunciou as péssimas condições em que viviam os prisioneiros e os seus artigos conseguem que seja abolida a máscara nas prisões (para presos com determinadas penas) e a obrigatoriedade do silêncio, castigo medieval que infelizmente vigorou até ao 25 de Abril de 1974. Conseguiu ainda que as mulheres tivessem melhores condições higiénicas nos cárceres. Mas a sua prioridade ia para as crianças e para a escrita. A sua obra é principalmente de poesia, que dedica a figuras famosas da época, algumas que perduraram no tempo, como Guerra Junqueiro, Branca de Gonta Colaço, Virgínia Quaresma, Maria Amália Vaz de Carvalho e Laura Chaves, entre outros. Em 1923, Lutgarda de Caires, ganhou o 1° prémio nos Jogos Florais Hispano-Portugueses de Ceuta, com o soneto Florinha da Rua. A autora, ausente em França, fez-se representar pelo irmão João de Deus Guimarães (…).
Durante dez anos, Lutgarda de Caires foi a impulsionadora do Natal das Crianças dos Hospitais, que hoje apenas se chama Natal dos Hospitais e que foi alargado a todas as idades. É, como sabemos, uma festa que atingiu uma dimensão jamais esperada. Depois de se popularizar, passou a ser transmitida pela rádio e depois pela televisão. Muitas dezenas de artistas colaboram gratuitamente para alegrar os doentes nessa quadra que se quer de fraternidade. Lutgarda de Caires não foi uma feminista "avant la lettre', porque, ciente do analfabetismo feminino em Portugal, achava que reivindicar o voto para as mulheres era prematuro. Primeiro a instrução pela qual se bateu denodadamente e depois sim, o voto consciente. Porém, ela terá feito com os seus artigos, em jornais como "O Século", "Diário de Notícias', 'A Capital", "Brasil-Portugal", "Ecos da Avenida", "Correio da Manhã", mais pela igualdade de oportunidades para as mulheres do que muitas feministas filiadas em organizações. (…) Lutgarda de Caíres foi uma mulher de grande fibra, que denunciou com alguma indignação que mulheres cultas e com cursos superiores fossem excluídas de cargos públicos. Também se insurgiu contra a discriminação de que eram vítimas as mulheres por não poderem dispor dos seus bens, enquanto casadas. Foram muitas as suas acções em prol dos desfavorecidos, nomeadamente aquando do terramoto de Benavente, em 1909, quando imensas famílias ficaram sem nada. Deixou, além dos livros já mencionados, "Bandeira Portuguesa" (1910) defendendo a manutenção das cores azul e branca (polémica em que intervieram muitos nomes da cultura portuguesa); "Dança do Destino" (1911); "Pombas Feridas" (1914), "Sombras e Cinzas" (1916); o romance "Doutor Vampiro" (1921); "Violetas" (1922), "Cavalinho Branco" (1930) e "Palácio das Três Estrelas" (1930), entre outros. Em co-autoria com o arqueólogo e escritor, Manuel Vieira Natividade e Virgínia Vitorino escreveu a peça Inês. Lutgarda de Caires traduziu ainda uma peça de teatro e escreveu o texto da ópera Vagamundo, musicada em épocas diferentes primeiro pelo compositor e maestro Rui Coelho e mais tarde por Júlia Oceana Pereira. (…)
O Governo português agraciou-a com as Ordens de Benemerência, pela sua dedicação às crianças e com a de Santiago da Espada. Faleceu em 1935. Em 1937, foi dado o seu nome a uma rua de Vila Real de Santo António e, em 1966, foi descerrado um busto, numa praça da cidade, numa cerimónia que teve bastante eco nos jornais locais e do resto do país. (…)

quinta-feira, dezembro 18, 2008

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Marcadores vencedores




Agora publicamos o nome dos autores e as respectivas obras.
Parabéns!

BOAS FESTAS





A equipa da Biblioteca deseja a toda a comunidade escolar e aos nossos leitores umas Boas Festas.

Presépio elaborado pelas alunas e aluno do Curso EFA, Técnico de Acção Educativa - Ana Paula, Cláudia, Cristina, João, Marilda, Paula, Patrícia e Rita

quarta-feira, novembro 26, 2008

FEIRA DO LIVRO - até 5 de Dezembro



Não deixem de passar na nossa Biblioteca para ver e comprar.
Todos os livros têm um desconto, 10%, pequenino mas bem intencionado e há colecções com oferta de um livro na compra de 2. Há livros para todos os gostos e com especial destaque para os que integram a lista do Plano Nacional de Leitura.
Apareçam. Até dia 5 de Dezembro (talvez se prolongue por causa do feriado)

sexta-feira, novembro 14, 2008

O QUE ELE ANDA A LER

Acerca do que ando a ler…

Estou a ler o livro “Que diria Sócrates? – Os filósofos respondem às suas perguntas sobre o amor, o nada e tudo o resto”, de Alexander George, da Gradiva; um livro que me faz pensar e que apresenta muitas respostas a diversas questões existenciais de cariz filosófico. Um percurso desde as questões banais até às mais arquitectadas intelectualmente. Acerca do que é certo e errado, mergulhando nos meandros da linguagem, amor, verdade, Deus, arte, sexo, morte e tanto mais. Questões intrigantes… questões de pendor socrático onde se discute e convida à reflexão. Um livro estimulante que orienta o pensamento, clarificando e fazendo valer o uso da razão. E como diria Sócrates, “Uma vida não examinada não merece ser vivida”.

Jorge Ferro Rosa
Professor

segunda-feira, novembro 10, 2008

O QUE ELA ANDA A LER

Gostei muito de ler o livro "A Cidade dos Deuses Selvagens" de Isabel Allende. Quem gosta de aventura e tem curiosidade sobre outras culturas vai gostar deste livro. É uma viagem muito emocionante.

Esta história alerta-nos para os problemas ecológicos e para a extinção das tribos índas da região do Amazonas. Desperta-nos para o valor que têm as pequenas coisas do dia-a-dia, e que só vemos a sua real importância quando ficamos sem elas.

Maria José Nunes,
Auxiliar de Acção Educativa - Biblioteca