terça-feira, março 28, 2017

MARÇO - SEMANA DA LEITURA: ENCONTRO COM O ILUSTRADOR JOÃO AMARAL




No primeiro dia da Semana da Leitura - 2017 (27 de março) aconteceu na Biblioteca da Escola Secundária de Vila Real de Santo António, um ENCONTRO COM O ILUSTRADOR JHION (JOÃO AMARAL).


A apresentação da BD "Cinzas da Revolta", editada em 2012, contou com a presença interessada dos alunos das Turmas de Artes 11.º D , acompanhados pela professora Fernanda Pereira e 12.º D, acompanhados pelo professor Lino Neves e, ainda, pelos alunos das turmas do 7.º B, do 7.º C, do 11.º ano 111, do 10.º ano 104, 105 e 106, do 11.º H, acompanhados pelos professores António Gomes, Cátia Azevedo, Paulo Silva, Fernanda Garcia, Lénia Gonçalves e Maria Augusta Azevedo, respetivamente.


O ilustrador João Amaralnascido em Lisboa, em 1966,  participou nas Seleções BD – 2ª Série, com dois episódios de "O Que Há de Novo no Império?", publicou nesta revista "O Fim da Linha", um remake do filme "O Comboio Apitou Três Vezes"; obteve uma menção na categoria de Novos Valores, no Festival da Sobreda, em 2002, para o qual apresentou uma história, intitulada "Game Over"; participou, em 2003, no álbum "Vasco Granja – Uma Vida, 1000 Imagens"; foi desenhador de publicidade, colaborou com a revista "A Rua Sésamo", fez a adaptação para BD da "Viagem do Elefante", de José Saramago, foi-lhe atribuído um Prémio de Carreira pela cidade de Viseu e participou na elaboração de um álbum, a sair em breve, para comemorar os 100 anos do Museu Grão Vasco, fez ilustrações para livros.
 No seu blogue publica, como Joca, uma tira humorística, intitulada Fred. & Companhia.


  

"Cinzas da Revolta é uma história dos anos 60 que só pôde ser concretizada agora graças à Internet", palavras do ilustrador que continuou dizendo, em tom de brincadeira, que o argumentista, Miguel Peres, produtor e realizador de vídeo na EDP, porque tinha que trabalhar e nem todos podiam "andar a passear" como ele, não podia estar presente.
Os autores de duas gerações (Miguel 26 anos e João 50 anos) encontraram-se para dar corpo a uma história de ficção científica, situada na Guerra Colonial Angolana, em que uma rapariga é feita refém pela UPA (União dos Povos de Angola), grupo de guerrilheiros que tomaram de assalto várias fazendas no Norte de Angola de forma muito violenta.
Nesta ocupação, os pais da rapariga são mortos, por um guerrilheiro que não teve a coragem para a matar e logo se estabelece uma relação estranha desta com o homem que, à sua frente, lhe matou o pai. 
À luz da psicologia esta situação é explicada pelo Síndrome de Estocolmo ou síndroma de Estocolomo, o nome normalmente dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor. 



A parte humana da Guerra Colonial é o mote central desta obra que o argumentista quis colocar em destaque. O trabalho da equipa permitiu que as experiências dos autores de texto e de ilustração enriquecessem o produto final , graças às achegas que mutuamente forneceram  nas áreas de trabalho de cada um.



Jhion explicou o processo de construção da BD e indicou as técnicas utilizadas. 

 

Fez referência à dimensão da passagem do tempo e à necessidade de pensar as personagens impostas.
O esboço dos traços das personagens é essencial, assim como a idealização destas ao longo de vários anos, neste trabalho de proximidade e convívio, de vários meses, entre o ilustrador e a personagem.


Jhion fez uma referência ao argumento do cinema para falar do argumento da BD, devido à sua proximidade.
Informou que o argumentista narra a história descrita pelas ilustrações através dos balões de diálogo e caixas narrativas. As características das personagens foram transmitidas pelo autor de texto e o número de vinhetas por página foi indicado por aquele.
Começou o trabalho de criação pelo ilustrador que elaborou os primeiros esboços das personagens com lápis azul para apresentação ao argumentista. Depois de chegarem a consenso, digitalizou para o computador os desenhos, passou-os para folha de papel vegetal e aplicou a tinta da china, nas páginas digitalizadas aplicou as cores por camadas e, por fim, nos balões de diálogo e caixas narrativas, o texto foi colocado. 



O projeto de capa foi muito discutido e envolveu os autores e a editora pois é o 1.º produto vendável da obra. O primeiro projeto de capa foi considerado, pelo autor do texto, muito convencional.


 

Filipe Melo (autor da coleção "Vampiros"), amigo do ilustrador, deu-lhe a ideia de fazer uma capa que sugeri-se um caderno encontrado na selva, com vestígios de sangue e aspeto enlameado.
Sugeriu-lhe uma letra simples semelhante à que era usada nos anos 50, tipo o letring do filme "A Mulher Que Viveu Duas Vezes" de Hitchcock.

A ideia surgiu-lhe: Um braço de uma rapariga a agarrar uma espingarda.



A finalizar a sessão, João Amaral revelou aos alunos que nesta prancha (página de BD) estão presentes todas as fazes do processo de ilustração que havia explicado:
- esboço a lápis;
- trabalho a tinta da china;
- cor chapão (aplicação das cores lisas);
- a cor final
- os balões de texto

A imagem mostra o navio de transporte de tropas do continente para Angola e o célebre discurso de Salazar aos microfones da RTP. 
A credibilidade é dada à fição pelos factos históricos.

 

Na última página do livro, elaborada de forma mais convencional, o ilustrador com mais liberdade criativa, pintou na aguarela os helicópteros da época a sobrevoar Angola. Uma homenagem pessoal do autor dos desenhos ao filme "Apocalypse Now", de Francis Ford Coppolaquando os helicópteros espalham os na-palmes pela manhã. Aqui, espalham as cinzas pelo ar, a única indicação fornecida pelo argumentista.

Se tens curiosidade vai ver.

O livro encontra-se em lugar de destaque na tua biblioteca.

Para os amantes de Banda Desenhada aqui fica o blogue do Jhion:

joaoamaralbloguespot



MARÇO: SEMANA DA LEITURA - 2017: FORMAÇÃO DE UTILIZADORES DA BIBLIOTECA ESCOLAR

       No 2.º Dia da Semana da Leitura, subordinada ao tema "Ler Prazer/Ler P´ra Ser", decorreram duas Sessões de Formação de Utilizadores da Biblioteca Escolar para os alunos do 7.º ano de escolaridade.

Os alunos do 7.º B e do 7.º C  acompanhados pelas professoras Ana Margarida Martins e Sílvia Basto, participaram nesta formação dinamizada pelas docentes Celina Alves e Lénia Gonçalvesprofessora bibliotecária e professora da Equipa da Biblioteca Escolar.


Momentos da atividade  promovida pela BE:
Explicação das sessões a cargo da professora Lénia Gonçalves



Os alunos  assistiram à visualização do filme
 "História CDU - Classificação Decimal Universal".




As turmas realizaram um trabalho prático com muito rigor.





No final das sessões os alunos visitaram a  Exposição "Provérbios Ilustrados", patente nas nossas instalações até ao final do período, e mostraram-se interessados em responder ao desafio que a Biblioteca lhes colocou.

  Se estás curioso, passa pela Biblioteca para conheceres este desafio.


segunda-feira, março 27, 2017

Março - Novidades



A Contingência Europeia

de António Covas



As linhas de fractura e a transição para a União Política

"A contingência e o risco global no seio da União Europeia adensam-se. A história e a geografia voltam a estar frente a frente. A qualquer momento pode eclodir um facto grave e precipitar uma crise de consequências imprevisíveis. Como antes, factores externos determinaram e determinam os grandes momentos do projecto europeu. Actualmente as linhas de tensão abundam: a crise dos refugiados, os estados falhados do Médio Oriente e do norte de África, o problema russo-ucraniano, as implicações do Tratado Transatlântico, a guerra do petróleo, o terrorismo internacional, são, entre outras, algumas realidades fracturantes que pairam no horizonte e que o autor, num primeiro fôlego aborda e discute. Tantos são os riscos globais identificados que, segundo o autor, a formação de uma comunidade de riscos pode ser a fonte de relegitimação política que se impõe e faz falta à União Política Europeia."
Um livro oportuno para ser lido por todos os leitores que se interessam e procuram compreender o mundo em que vivem.

sexta-feira, março 24, 2017

MARÇO - EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS DOS ALUNOS: Do Romantismo ao Impressionismo


"Do Romantismo ao Impressionismo" é o título da exposição de trabalhos dos alunos do 10.º D e do 11.º D, orientados pela professora Fernanda Pereira, elaborados para a Disciplina de História da Cultura e das Artes.



Uma exposição com muita cor, repleta de trabalhos muito bem executados inspirados nas obras dos pintores românticos e impressionistas, patente na Biblioteca Escolar até final do 2.º Período.




Uma exposição deliciosa a não perder.





MARÇO - A BIBLIOTECA ESCOLAR ESPAÇO DE DIVULGAÇÃO DOS TRABALHOS REALIZADOS PELOS ALUNOS: Trabalhos, elaborados na Disciplina de Educação Tecnológica


Vem visitar a exposição de Trabalhos, elaborados ao longo do 2.º período, na Disciplina de Educação Tecnológica pelos teus colegas do 7.º A, 7.º B, 7.º C, 8.º A, 8.º B e 8.º C com a orientação da professora Teresa Sequeira. Um conjunto de trabalhos muito criativos que tiveram como princípio a recuperação de diversos materiais .




Almofadas, relógios, candeeiros, espelhos, porta-chaves, porta-retratos, quadros e outros objetos decorativos e utilitários podem ser apreciados no espaço da biblioteca escolar até final do 2.º período.



  





Março - Novidades

História do Novo Nome
de Elena Ferrante


SINOPSE

"Este romance continua a história de Lila e Elena, tendo como pano de fundo a cidade de Nápoles e a Itália do século XX.

Lila, filha de um sapateiro, escolhe o caminho de ascensão social no próprio bairro e, no final de A Amiga Genial, vemo-la casada com um comerciante. Elena, pelo contrário, dedica-se aos estudos.
Ambas têm agora 17 anos e sentem-se num beco sem saída. Ao assumir o nome do marido, Lila tem a sensação de ter perdido a identidade. Elena, estudante modelo, descobre que não se sente bem nem no bairro nem fora dele.
No início, vemos Elena a abrir um caderno de notas onde Lila fala sobre a vida com o seu marido e as complicadas relações com a Mafia e os grupos neofascistas, que invadem os bairros com as suas proclamações.
Lila e Elena hesitam entre a tendência para a conformidade e a obstinação em tomar nas suas mãos o seu destino, numa relação conflitual, inseparável mistura de dependência e vontade de autoafirmação, em que o amor é um sentimento «molesto» que se alimenta do desequilíbrio até nos momentos mais felizes."